Doce Veneno


8/12/2015


 

 

 

Bateu a porta, devolveu a cópia das chaves e se foi.

Creio que você agora deva estar feliz. Sentindo toda liberdade de um rapaz livre, cheio de farras pra colecionar, né?!

Né não?

Pois é, você nem se deu conta que  ia acabar se arrependendo.

Ela não ligou como costumava fazer e não te deixou nem sinal de fumaça.

É amigo, ela estava ali. O tempo inteirinho esperando que você desistisse da ideia de fazê-la desistir de você.

À propósito, você disse que nunca quis isso, que não tem culpa do que aconteceu….

Mas na verdade, você não precisou mover um dedo sequer para que ela partisse. E foi exatamente isso que a fez desistir, a inércia do teu amor.

E aí você diz que ela era instável demais,  carente demais, carinhosa demais, sonhadora demais.

Tá certo! Ela realmente era tudo isso.

Carente demais, carinhosa demais, feliz demais, mulher demais – pra você -.

Sinto em dizer isso, mas você conseguiu.

Então, você vai encontrá-la sem querer daqui alguns anos, e ela sorrirá, sabe por que?


Porque você fez a pior escolha da sua vida deixando ela ir embora.


E ela? Ela fez a melhor escolha em deixar de insistir em você.

Escrito por By Doce Veneno às 00h37
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30/11/2015


Sim, eu vivo nesse Planeta!


Infelizmente, pra mim, o peso da descrença esmagou qualquer esperança de uma política honesta.

O povo reelege e elege políticos que me recuso a entender (sim, estou culpando o povo também). Tiririca (PR-SP). Reeleito deputado federal com 1.016.796 votos.

Fernando Collor de Mello, corrupção comprovada. Todavia, nas eleições de 2006, foi eleito senador. O que é ainda pior,uma vez eleito senador, Fernando Collor de Mello garantiu o direito de circular livremente pelo Senado e pelo Congresso até o final de sua vida. Acho que pra falar de exemplos, esses dois contribuem bastante.

Estamos numa das maiores crises da história, não tenho a menor dúvida. É fato, é notório, sente-se no bolso, na qualidade dos serviços públicos (ou na sua falta), nas compras de alimentação, em tudo. Respira-se crise, chora-se a vida, e desta vez não é conversa de quem tem a barriga cheia.

Não acredito mais em PT, PSDB, PSB, PDT ou o "PQP!"

Não acredito em palavras bonitas de Ministra, de Senador, de Congressista, DE NINGUÉM!

O ÚNICO NINGUÉM que acredito hoje, é o de NINGUÉM ir às urnas. Seja para eleger o que for.

Somos obrigados? Ok, eu pago a multa. Atualmente prefiro um País acéfalo, do que centenas de cabeças roubando.

Ficar sentado em frente a um computador organizando passeatas, postando imagens que não levam a lugar algum, não resolve nada.

Todo mundo (?) tem um preço, e dependendo da situação e do valor, se vende (nesse específico momento falo dos nossos políticos, mas entendam como quiserem).

O gigante acordou? Claro, mas ele se vendeu por pouco, na verdade, 0,20 centavos, esse foi o preço -como valemos pouco.

Eu C A N S E I! Não dou meu voto pra FDP nenhum.

Escrito por By Doce Veneno às 23h09
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24/11/2015


A verdade é que se pode reconhecer uma mulher marcante há quilômetros de distância. Sem precisar sentir o perfume forte ou ver o batom vermelho. A mulher marcante dispensa acessórios, é completa em si mesma. Não precisa anunciar-se, por que tem o dom de não passar despercebida. A mulher marcante nunca pretende incomodar, não gosta de provocar a inveja alheia. Um olhar de despeito não torna o seu dia mais alegre, pelo contrário, lhe é indiferente.

A mulher marcante sabe bem do seu poder, por isso consegue admirar tranquilamente a beleza alheia, elogiar a grandeza de outrem sem sentir-se diminuída. Vez ou outra ela sai bem vestida e bem maquiada, mas por trás daquilo tudo ainda exala um aroma de naturalidade que encanta. Cultua a beleza porque gosta, mas definitivamente não precisa. A sensualidade está presente, mas não se pode dizer de onde ela vem.

A mulher marcante é, sobretudo, sutil. Ela não grita aos quatro ventos a própria virtude, ela não precisa humilhar outras mulheres ou provocar os ex-namorados. Ela realmente faz toda a diferença. Ela sabe ser dispensada com um ar sensato que faz qualquer galã sentir-se um babaca. Ninguém jamais a abandona sem que se arrependa amargamente pelo resto da vida, e ela guarda um encanto que não deixa espaço pra críticas maldosas.

Ela é do tipo que não quebra promessas e não omite os próprios defeitos. Ela se aceita e nunca se desculpa por ser quem ela é. Ela compreende a efemeridade das coisas e das pessoas, mas se recusa terminantemente a ser efêmera. E não poderia ser, mesmo que quisesse, porque ela sempre vem pra ficar. Mesmo depois que vai embora, de alguma forma ela fica, porque é do tipo de mulher que não precisa se fazer presente para ser lembrada.

A mulher verdadeiramente marcante nunca se diz melhor que as outras, embora em muitos aspectos ela seja. Ela guarda os seios bem guardados numa blusinha discreta, em vez de espremê-los num sutiã menor que o seu manequim.

A mulher marcante não se importa de ter gostos peculiares. Ela não segue tendências, mas também não persegue a originalidade a todo custo. Ela não tem vergonha (e nem orgulho) de dizer que gosta do que ninguém gosta, ou que gosta do que todo mundo gosta. A opinião alheia nunca é um problema para ela, porque, verdadeiramente, ela se basta. Sem petulância e sem egoísmo, ela se basta. E por isso mesmo ela não sente necessidade de falar de si mesma, quase nunca.

Esse tipo de mulher sofre constantemente com a inveja alheia, embora, na maioria das vezes, sequer se dê conta. Ela se ocupa em tornar-se alguém melhor e superar os próprios limites, ela gosta tanto de distribuir bons sentimentos que os sentimentos ruins passam despercebidos diante de seus olhos.

E isso a torna, de certo modo, inatingível. Embora não queira e não precise incomodar, ela incomoda. E muito. Desperta, na verdade, uma enorme curiosidade em torno do que a faz tão atraente. Pouca gente entende. Não se sabe qual é o traço que chama tanta atenção, ninguém consegue identificar a virtude que a torna tão marcante. Mulheres marcantes são, sobretudo, raras.É curioso: Quanto mais ela se esconde, mais evidente fica. Quanto mais neutra busca ser, mais marcante se torna. Leveza é o seu sobrenome, mas a sua presença pesa como nenhuma outra.

Por Nathali Macedo – 

Escrito por By Doce Veneno às 22h26
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23/11/2015


 


"Ela tinha ímpeto de desaparecer, virar espuma, vento, soprar longe.
Se sentia culpada quando essa vontade tomava conta dos seus pensamentos, 
sempre rodeada de sons, vozes, música, amor, superproteção que ela não pedia.
Tinha gana de desligar os telefones, o interfone, desligar-se.
Não era egoísmo puro e simples, era saudade dela.
Sentia falta de rir sozinha lendo seus livros, acender incenso tomando banho quente, andar pela casa com sua camiseta surrada, descalça, distraída, relaxada, ver seus filmes antigos tomando café forte, queria sua companhia de volta, não definitivamente (solidão nunca a seduziu), pois amava estar com os seus.
Gostava de ser acolhida, mimada, mas algumas vezes, um filme, um café, pés descalços, lhe bastavam."

Escrito por By Doce Veneno às 12h41
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22/11/2015


 

Aprendi que meninas boazinhas colecionavam elogios e presentes.

Eu colecionava bolinhas de gude e cicatrizes.

Hoje, enquanto algumas esperam viver um conto de fadas

Eu já beijei príncipe que virou sapo, construí castelos para morar sozinha,

despedi a fada madrinha, escolhi viver com o "lobo",

ouvi várias histórias mas resolvi escrever a minha.

Escrito por By Doce Veneno às 12h41
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21/11/2015


 

Ela é de aquário

Jota Del Rosso


   

Não é por mal que ela desaparece.


Se parece que ela não se importa: isso não é, necessariamente, verdade. Em alguns casos, é. Mas normalmente o que acontece é que ela, cheia de dúvidas e anseios e mergulhada até o pescoço em tudo o que não consegue resolver, prefere erguer as sobrancelhas e mudar de assunto. Às vezes dói. Pra ela, na verdade, dói sempre.

Ela não consegue ver o todo. Se apega aos detalhes. Checa. Verifica. Cutuca e analisa até ficar irritada com a sua própria mania de não ficar na superfície. Às vezes gostaria de não afundar, mas não consegue. O abismo, o buraco, o mar, a correnteza – todas essas coisas lhe são caras e atraentes e ela prefere morrer nos braços das sereias do que só molhar o pé na areia.

Se preocupa tanto que não sabe se as bolsas sob os olhos são por conta das dificuldades pelas quais passa aquele amigo de longa data, ou por medo de acordar e descobrir que o mundo acabou em napalm, ou por medo do que mora dentro dela e que ela nunca quer ver sair de novo. Tem receio de se perder (e não percebe que é perdida por natureza – torta das ideias, coitada).

Coleciona besteiras. Papéis antigos, embalagens coloridas, bitucas de cigarro. Apega-se aos que passaram pela sua vida com um amor tão avassalador que nunca pede para que eles voltem. Acredita que são lindos mesmo quando estão do outro lado do mundo, e quer que permaneçam lá se estão bem. Ela os quer bem, no final das contas – até tenta guardar rancor, mas tudo passa. Tudo é inconstância, delírio, adeus. Segura o que precisa segurar. O resto, joga ao vento.

Tem mania de dizer o contrário, e pode trocar de lado no meio da conversa porque ou quer te provocar ou porque, realmente, sabe que eu nunca pensei nisso? É orgulhosa até o momento em que não precisa ser mais. Reconhece. Aceita. Às vezes se morde um pouco, quebra um vaso na parede, arrebenta um souvenir, mas: reconhece. Aceita. Se recusa quando precisa e não foge. Foge. Foge demais porque quer ser passarinha (e às vezes ela pensa que já passou da idade de querer qualquer coisa assim).  Muda. É uma pessoa nova quando acorda, outra diferente quando vai dormir.

Beija as mãos que lhe estendem porque acha que amor tem que ser dado assim: na palma aberta, para cima, em oferenda. Em doses que escorrem pelos dedos. Não quer nada que caiba dentro de um punho fechado.


Ela não sabe onde cabe. Às vezes, não cabe.

Escrito por By Doce Veneno às 20h43
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29/10/2013


Escrito por By Doce Veneno às 17h00
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Fui perfeita, correta e fiel. Cumpri ordens, acatei desejos que não eram meus!

Servi café, almoço e jantar. Fui café, almoço e jantar!

Fui a dama que me cobraram e a "mulher-dama" que desejaram.

Sorri "colgate", mas abri um sorriso amarelo quando cansei das convenções.

Fui menina e brinquei. Fui madura e me rebelei. Fui eu, elas...fui todas...

Hoje a meninice virou maturidade. O sorriso é espontâneo.
Sou correta ou totalmente errada na medida do que quero.

As ordens são minhas...apenas para mim. Não sirvo mais café, almoço muito menos jantar.

Me delicio com cada refeição que me ofereço.

Continuo uma dama e uma "mulher-dama" quando necessário. Mas por puro prazer.

Chutei as convenções, o balde e a bola em gol! Um golaço! Gol da maturidade.

Do entendimento de que sou alguém que desconheci por um breve tempo.

Da mulher que se assume sozinha, que sabe o que quer, que se aventura sem medos...Sem algemas, sem pressões...

Uma mulher que deixou de ser para simplesmente... Ser

Escrito por By Doce Veneno às 16h25
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28/7/2011


 

Vou ser breve e objetiva.
Já cansei de ler "você".
Não gosta do que escrevo,
Vem aqui fazer o quê?

Se gostasse de enigma,
Moraria no Egito.
Quem sabe encontraria,
Um homem do meu tipo: bonito!

Entendeu o meu recado?
Tenho certeza que sim.
Agora...faz um favor,
Tenta esquecer de mim!

Não existe dúvida alguma,
Já sei bem o que NÃO quero,
Estou dispensando elogio,
Seja falso ou sincero.

Esse é meu último verso,
Falando desse assunto,
Tem medo de comer camarão?
Contente-se então com presunto!

Havendo mais comentário,
Será então deletado.
Repetindo pra não esquecer:
O assunto tá encerrado!

(Giselle F.)

Escrito por By Doce Veneno às 13h05
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27/6/2011


 

 

 

 

Conta a lenda que vivia,
Em um reino distante e encantado,
Uma princesa que esperava,
A chegada do seu amado.

Ela tinha um grande sonho,
De viver um lindo amor.
Por mais que a chamassem de tola,
E a espera causasse dor.

Sabia que a qualquer hora,
Seu principe a encontraria,
Até sentia Saudade,
De alguém que se quer conhecia.

Em outro reino distante,
Ele também a procurava,
Em cada olhar feminino,
Com ternura fitava.

Por mais efêmeros que fossem,
Os relacionamentos vividos.
Nada mudava seu sonho.
Seu sonho de amor concebido.

Muitos anos se passaram,
Ela(e) não o(a) encontrou.
E aquele lindo sonho,
A descrença esmagou.

A Esperança jazia,
O ideal era desfeito.
Acostumaram-se então,
A amar de qualquer jeito.

Entregaram-se a cômoda companhia,
De outras passageiras paixões.
Aceitaram os que diziam,
Que eram tolos sem razões.

Numa certa ocasião,
Quis o destino unir,
Os dois que já duvidavam,
Aquele amor existir.

Seus olhos então se tocaram,
Da boca nada saiu,
Estavam diante do sonho,
Que a vida de unir se incumbiu...

Ele tentou abraçá-la,
Ela, com medo fugiu.
Assim acabou um sonho,
Que com a covardia partiu!

 

(Giselle F.)

Escrito por By Doce Veneno às 13h06
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17/6/2011


 

(Respondendo um comentário que foi deixado no post abaixo, rs) 

Hum...Patê de camarão?
Isso eu nunca comi.
Com certeza deve ser bom,
Igual casquinha de siri.

Quanto ao cheiro ser ruim,
"Peraí", tem algo errado!
O crustáceo era de segunda,
Ou estava estragado!?

O "bichinho" custa caro,
É gostoso e cheira bem!
Comida que cheira mal,
É dobradinha ou acém.

O Cordel alí debaixo,
Nada tem de pessoal,
Incomodou? Peço desculpas,
De maneira bem formal!

Isso tudo é brincadeira,
Para nossa diversão.
Não leve as coisas tão a sério,
Vira autopunição!

Agradeço o recado,
Inspirou novo cordel,
E continuando a brincadeira,
Dessa mera Menestrel:

Ser dragão ou matador,
"Eis a minha indagação".
Procurar o que é melhor?
Ou morrer de indigestão?

O perfeito, eu sei, não existe.
Não sou e nem quero ser.
Mas provar o que cheira mal?
Dispenso com muito prazer!

Fui no Google e encontrei,
A receita do patê.
Certamente a farei,
E convidarei Você!

(Giselle F.)

Escrito por By Doce Veneno às 12h26
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